A dificil decisão de escolha de uma escola e a opção por não colocar em nenhuma

Desde que o Gael fez 1 ano eu venho constantemente ouvindo cobranças das pessoas: e aí, quando vai colocar seu filho na escola? já fez matricula? Qual escola ele estuda?

Alias essa tem sido a pergunta mais freqüente que escuto quando vamos ao parquinho. E  cedendo a essa pressão social e preocupada com as coisas que uma escola pode oferecer e eu não, resolvi começar a procurar uma escola.

 
Então a meta era encontrar um lugar com atividades bacanas aliado a um bom espaço, coisas que eu não posso oferecer por morar num apartamento!
 
A primeira escolha, foi procurar uma escola montessoriana na região, já que aqui em casa tentamos aplicar alguns conceitos montessorianos desde 1 ano de idade do Gael. 

Pois bem, fiz uma lista de 7 escolas que viraram 11 no fim das contas. A cada visita que fazia ficava mais desanimada: o discurso era sempre o mesmo apesar das diferenças estruturais e valores de mensalidade. Depois da terceira visita eu percebi que tudo ficava muito no blá blá blá da escola e que eu mal conseguia ver a escola na rápida percorrida que dava ao final das reuniões. Então resolvi começar a carregar meu marido e filho para as visitas: enquanto eu escutava o plano pedagógico, as atividades e todas as maravilhas que a escola tinha a oferecer, o David ficava com o Gael no pátio da escola observando professores e alunos. E isso fez toda diferença porque conseguimos notar coisas que numa rápida visita dificilmente seriam percebidas.

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Com isso, fizemos uma lista com aquilo que considerávamos importante:
 
Projeto Pedagógico Qual linha a escola segue: montessoriana, waldorf, Emilio Regia, linha própria, construtivista, tradicional, bilingue e se era especializada em educação infantil, ou educação infantil + ensino fundamental
 
Distancia Determinei que 5km era o limite
 
Horários Manha, tarde, período integral, semi integral
 
Adaptação Como era feita a adaptação. Respeitando ritmo da criança, com imposição de tempo
 
Alimentação Se oferecia lanche e qual tipo de lanche, se o lanche tinha que vir de casa e qual política em relação as restrições do que poderia ser dado por cada criança 
 
Área de Lanche e Área de Preparação Se o lugar que as pessoas preparavam o lanche era bom e se o lugar que as crianças comiam o lanche também era: Precisava ser limpo, arejado e com espaço e segurança pra todos
 
Entrada e Saida Algo bem importante pra mim. Algumas escolas só permitem que pais entreguem e busquem os filhos na porta da escola. Para mim, era importante que eu entregasse o Gael para professora dele
 
Preço valor de mensalidade
 
Segurança Se a escola é plana, sem escadas, corredores apertados ou cantos
 
Estrutura Tipo de atrativos oferecidos: brinquedos, brinquedos de madeira, quintal para correr, tanque de areia, chão de terra, árvores, etc
 
Funcionarios Formação dos professores, auxiliares e cuidadores
 
Limpeza Se a escola é limpa
 
Uniforme e Mochila Com ou sem uniformes e mochilas próprias ou mochilas dos alunos
 
Fraldario/Banheiros Limpos? Onde ficam? Como armazenar as coisas de higiene pessoal? Devem ser levadas na mochila?
Tempo de Quintal Quanto tempo elas tem em áreas externas
 
Numero de Alunos Quantos alunos por sala e qual proporção de adultos
 
Idade a partir de quantos anos e qual classificação etária 
 
Impressão O que eu tinha achado da visita. Atenção e explicação da pessoa que nos recebeu e qual comportamento das crianças. Se choravam muito ou não.
 
Pode parecer exagero. Mas tudo que eu queria era uma escola simples em que o Gael pudesse usufruir de tudo que não posso oferecer. 
 
Durante minhas visitas presenciei crianças doentes sendo cuidadas por babás, espaços sem janela onde elas faziam refeição, bichos em canteiros mal cuidados, professores gritando com alunos de 3 anos, troca frenética de atividades em até 15 minutos, mochilas tão grandes e cheias de personagens licenciados que ocupavam metade da entrada da sala (quando não tombavam derrubando outras como domino), escolas em sobrados adaptados em que grupo de crianças de 2 anos desciam escadas de bumbum, areia azul, escola permitindo doces de festa a crianças de 2 anos e a lista vai longe.
 
E quanto mais escolas eu visitava mais ficava claro o que eu queria: uma escola especializada em educação infantil, com bom espaço de quintal e areia cor de areia. Muito tempo de atividades externas, com um mínimo de preocupação com lanche e com bom senso em relação ao tamanho de malas e uniforme (no meu caso eu não queria que fosse obrigatório).
 
Dessas 11 escolas, 2 foram as que mais gostei: a única escola puramente montessoriana da cidade, que ficava a 50 minutos de carro de casa e que era simplesmente impossível pra gente e uma escola pequena e simpática que não tinha uma linha definida mas tinha como prioridade o brincar: áreas abertas, turmas mistas (eu acredito que crianças de diferentes idades se beneficiam dessa mistura), muitas atividades externas, lanche natural, uniforme não obrigatório e mochilas do tamanho certo para as crianças que lá estudavam. Sem escadas, com muita claridade e muito espaço para exploração. Pois bem. Faltando 3 semanas para o Gael fazer 2 anos a proprietária da escola me igou dizendo que tinha surgido uma vaga e perguntou se eu tinha interesse. Mais que prontamente eu disse que sim é embarquei nessa jornada de pouco mais de 10 dias que me fizeram concluir que não, apesar de todos meus esforços, esse não era o momento do Gael na escola.
 
Mas isso fica pra um próximo post.a escola e a opção por não colocar em nenhuma. 

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Alioli

No geral tenho bastante dificuldades em comprar roupas pro Gael. Além da questão preço que acho um absurdo os valores das roupas de bebe e criança, modelo, tecido e gênero me fazem desgostar da maioria das coisas que vejo. Quando ele era pequeno, me recusei a usar roupas azuis ou bordadas com ursinhos. Comprava roupas de algodão, sem bordado e bem coloridas. Ele freqüentemente era chamado de menina, coisa que honestamente nunca liguei. Dia desses, navegando por aí, encontrei essa marca graciosa de coisas unissex pra bebes e crianças. E o melhor, os preços são ótimos. As mochilas, as mantas, os aventais, um mais lindo que o outro e com estampas lindíssimas!

 

 

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Na galeria deles do facebook tem muito mais!

Breastmilk, o filme

Acho incrível pessoas que advocam pelo direito de se nascer naturalmente. Grupos de mães, enfermeiros, médicos e agora documentaristas que aproveitam o meio para divulgar verdades e desmentir tabus e conceitos que foram criados por outras pessoas e profissionais mal informados e até mesmo mal intencionados. Aqui O Renascimento do Parto (de Eduardo Chauvet) que estreou ano passado mostra como é a realidade brasileira. Mas bem antes, em 2007, a dupla de produtores Ricky Lake e Abby Apstein já alertava para o mesmo problema que virou a indústria do parto com o documentário The Business of Being Born.

Agora é deles o que parece ser outro incrível documentário, o Breastmilk lançado agora em maio em NY.

 

 

Eu não sei como foi para outras mães, mas amamentar foi uma das coisas mais dificies que fiz na minha vida. E se eu não tivesse tido o apoio de um pediatra que segue linha humanizada, de uma consultora e de grupo de apoios a amamentação (assim como meu paciente marido) com certeza o Gael teria tomado formula, infelizmente.

(mas felizmente ele mamou exclusivamente até os 6 meses)

É por essas e outras que celebro a coragem e a vontade de pessoas como Ricky Lake, Abby Apstein e muitas outra que divulgam, esclarecem e ajudam milhares de crianças a nascerem e crescerem da melhor maneira para elas: naturalmente.

Picolé de Manga com Leite de Coco

Sorvete de Manga e Coco

 

Outro dia vi essa receita no instragram, achei incrivel e resolvi testar. Nós diminuímos as quantidades e usamos umas forminha de picolé dessas bem baratinhas que comprei no Multicoisas. Segue a tradução:

1 manga madura

1 vidro de leite de coco

1 colher de mel

Modo de preparo.

Bata no processador 1 manga madura inteira picada sem caroço e 3 colheres de sopa de leite de coco até formar um purê. Reserve. Dai pegue 200 ml de leite de coco e bata na mão com 1 colher de sopa de mel.  Coloque nas formas primeiro o purê de manga e depois o leite de coco. Deixe na geladeira por 4/5 horas. Rende 8 picoles!